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27a rodada do Campeonato Brasileiro de 2007: Juventude X Flamengo, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Eu tinha ido passar o fim-de-semana na serra gaúcha devido à uma festa de aniversário de uma tia. E não é que a comemoração caiu no mesmo dia do jogo do Fla contra o Juve? Quando cheguei à cidade, meu tio me deu as boas novas: eu ia ver o jogo da tribuna de honra do estádio Alfredo Jaconi, graças a um amigo que era diretor do clube na época.

Antes do jogo, eu recebi as instruções: ‘nem pense em comemorar e vibrar na tribuna como você faz com o seu Flamengo no Maracanã! Se você o fizer, vai acabar sendo linxado.’ O.K., sem problemas. Enquanto que o Fla estava no meio daquela memorável arrancada do ano passado, o time gaúcho estava muito mal, lutando para não ser rebaixado.

Chovia demais no dia. Mas eu nem me incomodei com isso; estava no ‘bem-bom’ de uma tribuna de honra, além da visão do gramado ser extraordinária de onde eu estava (parecia estar vendo o jogo numa quadra de grama sintética). O jogo começou a mil pro Fla, e Léo Moura teve que marcar duas vezes para ter um gol válido, e abrir o placar. Logo depois, o Juventude empatou num lance de azar do Flamengo. Eu não esboçava nenhuma reação durante a partida, apenas comentários com o tio Juarez. Quem sofreu foram minhas mãos e pulsos, que não paravam de se apertar ou contorcer.

A chuva não parava, e o gramado parecia ser um pântano. No segundo tempo, o atacante Leonardo (lembra dele?) saiu do banco para deixar o time carioca mais uma vez na frente do placar. Mas o filme do primeiro tempo se repetiu: depois de mais um lance de azar da zaga rubronegra, o time da casa deixou tudo igual. A partida iria acabar em 2 X 2. Muito deste empate se deve ao goleiro Michel Alves, que fez uma das melhores partidas de sua carreira.

48 vezes Romário

Recordar é Viver - Fluminense

O “Recordar é Viver” dessa semana é sobre certo baixinho, que ao mesmo tempo conseguiu ser um gigante do futebol e da grande área: Romário de Souza Faria. No Fluminense foram duas passagens: 2002-2003 e 2003-2004, após ridículo período no Qatar. Ao todo e aos 36 anos, 77 partidas e 48 gols marcados – média invejável para qualquer atacante da atualidade – com a camisa tricolor. Portanto, se você não tem 11 minutos disponíveis para assistir aos melhores momentos do consagrado craque no Fluminense, que se vire para arrumar esse tempinho.

Enjoy.

PS: golaço é o que não falta.

Ah, Magno Alves!

Perfil – Magno Alves

O Fluminense passava pela pior fase de sua carreira, em 1998, quando foi rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro. Mas ainda assim teve um mínimo motivo para se orgulhar: encontrou um atacante que seria o xodó da torcida nos anos seguintes. Magno Alves não foi o responsável direto na conquista do título da Terceira Divisão em 1999, muito menos ficou marcado por ser um jogador extraclasse. Para quem olhava de fora, era apenas um jogador comum.

Mas ali, dentro do Maracanã, por volta dos 15 minutos do segundo tempo de toda a partida, vinha uma solução. Roni e Magno Alves formaram a dupla mais com sal do Fluminense nos últimos tempos. Podem não ter a técnica de um Alex Dias, tampouco o senso de matador de Washington, mas a parceria funcionou.

Magnata foi artilheiro da Copa João Havelange de 2000, com 20 gols, tendo atuado menos que Romário, que atingiu a mesma marca. Em 2001, fundamental na campanha que levou o time ao terceiro lugar – maldito Alex Mineiro! Em 2002, O CARA do segundo tempo. As lembranças são as melhores possíveis. Hoje, já nem penso em seu retorno, mas de certo Magno Alves é uma figura pra lá de interessante na história do Fluminense. Até porque é o décimo maior artilheiro do clube, com 111 gols. Os números não mentem.

Riqueza tricolor

Riqueza tricolor

Guilherme Maniaudet

Os garotos de Xerém do Fluminense, Maicon e Tartá, estão em alta com o técnico Renê Simões. Cada um marcou um gol na virada do último sábado contra a Portuguesa. Renê já garantiu que Maicon será titular no próximo domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio. Só resta saber quem vai sair para a entrada do jovem atleta. É, Éverton Santos, sua batata vai assar…
Já Tartá, que há poucos dias tinha sido ‘rebaixado’ a treinar com os juniores do Flu, também ganhou força no elenco. Renê afirmou que, depois da falha do jogador contra o Coritiba, conversou com o atleta e achou que seria melhor que ele fosse afastado do elenco principal. E que agora, quando voltou, também conversou com Tartá e disse que o atleta compreendeu os motivos do comandante ter feito o que fez. E como entendeu! Tartá é uma jóia do elenco tricolor. Cabe à diretoria, à comissão técnica e aos jogadores mais experientes saber lidar com ele.

Procura-se…

Carlos Gustavo
Mundo Paralelo – Botafogo

A coluna desta semana é rápida no gatilho. Qual seria a escalação do Botafogo? Calma, calma! Eu sei que é difícil, mas só valem jogadores ainda em atividade no mundo da bola e que já tenham atuado pelo alvinegro.
Segue a lista dos procurados…

Goleiro: (Passo)
Laterais: Thiaguinho e Júnior César
Zagueiros: Scheidt e Sandro
Volantes: Túlio e Diguinho
Armadores: Zé Roberto e Lúcio Flávio
Atacantes: Túlio e Dodô

Quem você arriscaria para entrar nesse grupo?

Amanda Kestelman

Seria injusto falar apenas da péssima atuação da defesa do Palmeiras. Os mais de 60 mil torcedores que largaram à praia nesse domingão de sol e foram ver o Flamengo, sob desconfiança, presenciaram uma exibição digna de time com passaporte para ir a próxima libertadores. A única coisa que dói é saber que dificilmente o Flamengo será campeão, e tudo por incompetência dele próprio.

Marcelinnho Paraíba abriu cedo o placar, 2 minutos de jogo e um golaço após belo cruzamento de Kléberson, que começava ali a fazer todos lembraram do volante que encantou na Copa do Mundo de 2002.

O Palmeiras reagiu nove minutos depois, Jaílton fez pênalti em Kleber e Alex Mineiro cobrou bem. Mais nove minutos depois, outro gol, Íbson aparecia pela primeira vez na partida que seria sua melhor exibição no Flamengo. Ninguém liga pras reclamações de Luxa e cia. Se o segundo gol do Flamengo foi legal ou não, a nação não se importa.

No segundo tempo, só deu Fla, ou melhor, só dava Íbson e Kléberson. Juan saiu lesionado e foi substituído por Everton, que entrou muito bem. O time de Caio Junior só saia na boa, nos contra-ataques e com muita eficiência.

O terceiro gol, foi um excelente passe de Kleberson. O volante percorreu muitos metros carregando a bola e deixando seu ex companheiro de seleção Roque Júnior( como está lento) pra trás. Passou a bola para Íbson, que pegou de primeira, no ângulo. Um golaço.

O Palmeiras ainda diminui, esboçando uma tentativa de reação com Kleber de cabeça. Mas, como eu disse, era a tarde da dupla de volantes Na tabelinha de Íbson com Kléberson, o primeiro marcou de letra. Mais um golaço.

O quinto ainda saiu, e merecidamente foi de Kléberson, após cruzamento de Fábio Luciano( como esteve seguro) o volante marcou de cabeça.

O que se viu ontem no Maracanã foi uma covardia com a porcada paulista. Luxa, coitado, fraturado depois de apanhar, ainda teve que ver o lobo mau carioca maltratar a porcada do palestra.

Parabéns aos torcedores que foram ao Maracanã. Até sábado só tinham sido vendidos pouco mais de 20 mil ingressos. Bastou a escorregada do Cruzeiro na rodada de sábado pra nação sair da toca. 35 mil ingressos vendidos em quatro horas, e debaixo de sol. E a galera que foi, não parou um minuto. Emocionante.

O Flamengo encantou os torcedores ontém. Está com moral, goleou o rival direto na briga e agora tem duas duras missões. Afastar qualquer clima de oba-oba da Gávea e se preparar pro duelo dificílimo diante do Cruzeiro no Mineirão. É o futebol do Rio mais uma vez podendo ter, pelo terceiro ano consecutivo, um representante na principal competição sul-americana.

Cartões amarelos: Gustavo (Palmeiras).
Estádio: Mário Filho (Maracanã)
Data: 16/11/2008.
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS). Auxiliares:
Milton Otaviano (Fifa /RN) e Alessandro de Matos (Fifa/BA).
Renda: R$ 1.166.807,00.
Público: 59.678 pagantes 63.000 presentes
Gols: Marcelinho Paraíba, aos 2 minutos, Alex Mineiro, aos 12 minutos, Íbson, aos 20 minutos do primeiro tempo; Íbson, aos 10 minutos, Kléber, aos 15 minutos, Íbson, aos 19 minutos, Kleberson, aos 24 minutos do segundo tempo.

FLAMENGO: Bruno, Jaílton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leo Moura, Aírton, Kléberson, Ébson (Maxi) e Juan (Everton); Obina e Marcelinho Paraíba (Toró). Técnico: Caio Junior
PALMEIRAS: Marcos, Martinez (Sandro Silva), Gustavo e Roque Júnior; Fabinho Capixaba, Pierre, Jumar (Maicosuel), Diego Souza e Leandro; Alex Mineiro e Kléber.Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Salve, René!

Pára pra ver, que começou, o show do meu Tricolor!

Pára pra ver, que começou, o show do meu Tricolor!

Victor Canedo

Toda a desconfiança da torcida tricolor sobre o treinador parece ter ido embora. Neste sábado, após um péssimo primeiro tempo no Maracanã, quando a Lusa abriu o placar com um golaço de Edno, René Simões viu os erros do time. Everton Santos e Eduardo Ratinho faziam partidas dignas dos tempos do Corinthians. E o resultado adverso colocava o Fluminense numa situação delicadíssima – a Tabela Dinâmica do intervalo apontou 38 pontos, tendo que somar mais seis pontos nos três últimos jogos.

Mas, na base da raça e do futebol bem jogado, o Tricolor, apoiado por 42 mil torcedores, virou. E ampliou. Gols de Washington, em jogada de Maicon; Tartá, também após chute do atacante de Xerém; e Romeu. Três que vieram do banco para deixar o Fluminense numa situação, digamos, confortável – de acordo com a mesma Tabela Dinâmica, basta vencer o lanterna Ipatinga, em casa, na última rodada, para garantir a permanência na Série A. Quem sabe com uma vaga na Libertadores de 2009… Pitacos do jogo:

1. Tartá realmente não pode ser reserva. A cagada que resultou no gol da derrota diante do Coritiba é passado. O atacante, inclusive, já marcou três vezes. Pergunte quantos gols fez Everton Santos…

2. Washington parece, enfim, ter saído do marasmo. Não só fez o de empate na hora certa, como teria feito o da virada, cinco minutos depois. Mas o árbitro resolveu inventar um impedimento que só adiou o meu alívio.

3. Carlinhos, Ratinho, Rafael… Nenhum lateral-direito decente. E ninguém se mobiliza para comprar o passe do Conca, que joga por vários e, como não faz gol, leva nota ruim no jornal do dia seguinte. Francamente…

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 09/11/2008
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Público: 40.364 pagantes
Gols: Edno, aos 23 do 1º tempo; Washington, aos 6, Tartá, aos 28 e Romeu aos 39 do 2º tempo

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Eduardo Ratinho (Tartá), Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César; Fabinho, Wellington Monteiro, Arouca (Romeu) e Conca; Everton Santos (Maicon) e Washington. Técnico: René Simões.

PORTUGUESA: Gottardi, Patrício, Halisson, Aderaldo e Athirson (Wilton Goiano); Raí (Vaguinho), Erick, Preto e Fellype Gabriel (Dias); Jonas e Edno. Técnico: Estevam Soares.

Flamengo 113 anos

Amanda Kestelman

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio, a paixão
Paixão que arde sem parar

É tengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer…

Neste sábado foi aniversário do clube da maior torcida do Brasil. Logo, só podia ser feriado nacional. Mas quase ninguém lembra da tal Proclamação da República, afinal, é o dia do nascimento de um gigante de 113 anos, que quanto mais velho fica, mais conquista adeptos em sua volta.

Dono de muitos títulos, o Clube de Regatas Flamengo tem como seu maior patrimônio 33 milhões de torcedores apaixonados e fiéis.

Que São Judas Tadeu ilumine o caminho do Flamengo até o fim desse campeonato. Que o mais que centenário Rubro-Negro possa presentear a torcida

Parabéns Mengão, parabéns nação!

Voz do Povo - Flamengo

Caio Júnior, o rei das invenciones, também conhecido como o mago Potter, deverá deixar o comando do Flamengo em 2009 caso não conquiste uma vaga para a Copa Libertadores. Vamos ao porquê.

Por que Caio Júnior não continuará no Flamengo?

1-Por ter optado por Sambueza para substituir Juan, contra o Atlético Mineiro. Um desastre.

2-Por ter repetido a escalação do time apenas quatro vezes na competição. Ninguém sabe a escalação do time.

3-Por ter indicado Dininho, Eltinho e Josiel ao time. Outro fiasco.

4-Por não ter pulso para conter a euforia entre os jogadores. O jogador não acredita na magia de Potter.

5-Por observar sempre uma partida diferente do que a que o torcedor vê. Incrível como o time sempre joga bem.

Nenhum flamenguista agüenta mais treinador-estagiário. Que venha alguém de peso e volte a conquistar algum título relevante. Chega de ser figurante ou amante de protagonista.

Cadê? Ninguém sabe e ninguém viu...

Cadê? Ninguém sabe e ninguém viu...

Thiago Nascimento

Hoje, acontecerá enfim, a estréia de uma nova área no “Rede é Gol”. O “E se….”, com certeza, é a parte mais criativa do nosso blog. Vamos nele contar histórias a partir de algo existente. Então, o primeiro falará de um campeonato com muitas polêmicas e de grande relevância para o futebol carioca e brasileiro: a Copa João Havelange.

Para começar, se a Copa João Havelange não estivesse existido, o Fluminense não teria chegado à Primeira Divisão novamente. Sendo assim, o triTolor, de Marcão & Cia, passou mais três anos buscando um acesso à elite, já que subiam apenas dois clubes por ano, e, como o Fluminense não contava com prestígio no futebol nacional, passou por dificuldades, chegando à Série A em 2003, mas sem nada para acrescentar. Por isso, apenas foi cumprindo tabela até 2005 quando conseguiu chegar longe e pegar uma vaga na Libertadores do ano seguinte. Porém, o problema foi o ego ferido de alguns jogadores, que ajudaram a reerguer o clube, deixando o Flu sem a disputa do título.

Os cariocas nessa época, contavam com apenas dois times na “nata” do futebol e continuaram tendo as finais dos estaduais disputadas entre Vasco e Flamengo, pois os tricolores e botafoguenses não mantiveram a fama de “grandes” e estavam entre a “ralé”. Tanto que, quando o Fluminense chegou à Primeira Divisão, o Botafogo foi ocupar seu lugar na segunda. Afinal, Bebeto de Freitas consegue fazer uma administração honesta, mas sem resultados. O Alvinegro ficou como um time de segundo escalão até as novas eleições, quando Montenegro voltou ao poder e levou o time de volta para a Primeira Divisão, em 2007.

O Vasco não é mais tetracampeão brasileiro, afinal sem a JH não teve campeão em 2000. Na tentativa de conseguir um título para salvar o mandato, Eurico Miranda contraiu mais dívidas. Apesar de boas campanhas, o time não ganhava nada. Por isso, em 2003, por colecionar apenas vices-campeonatos para o Flamengo nos estaduais (já eram cinco seguidos), o deputado acabou derrotado nas eleições, por Roberto Dinamite que assumiu o clube e voltou a dar confiança à torcida. O Gigante da Colina, enfim, começou sua ressurreição, em 2004, com a vitória sobre o Flamengo, no Campeonato Carioca, e depois voltou a participar da Libertadores após seis anos, mas sem muito sucesso.

Por último, o Flamengo. Com a queda de produção do futebol carioca, o Rubro-Negro acabou sendo o time que menos mudou. Conseguiu completar o pentacampeonato carioca em cima do Vasco, mas no Campeonato Brasileiro sempre se manteve na mediana e sem sal décima posição. Por isso, Libertadores, só a de 2001, que acabou rapidamente, graças aos seus grandes atacantes que só conseguiam marcar gols no fraco estadual.

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