27a rodada do Campeonato Brasileiro de 2007: Juventude X Flamengo, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Eu tinha ido passar o fim-de-semana na serra gaúcha devido à uma festa de aniversário de uma tia. E não é que a comemoração caiu no mesmo dia do jogo do Fla contra o Juve? Quando cheguei à cidade, meu tio me deu as boas novas: eu ia ver o jogo da tribuna de honra do estádio Alfredo Jaconi, graças a um amigo que era diretor do clube na época.
Antes do jogo, eu recebi as instruções: ‘nem pense em comemorar e vibrar na tribuna como você faz com o seu Flamengo no Maracanã! Se você o fizer, vai acabar sendo linxado.’ O.K., sem problemas. Enquanto que o Fla estava no meio daquela memorável arrancada do ano passado, o time gaúcho estava muito mal, lutando para não ser rebaixado.
Chovia demais no dia. Mas eu nem me incomodei com isso; estava no ‘bem-bom’ de uma tribuna de honra, além da visão do gramado ser extraordinária de onde eu estava (parecia estar vendo o jogo numa quadra de grama sintética). O jogo começou a mil pro Fla, e Léo Moura teve que marcar duas vezes para ter um gol válido, e abrir o placar. Logo depois, o Juventude empatou num lance de azar do Flamengo. Eu não esboçava nenhuma reação durante a partida, apenas comentários com o tio Juarez. Quem sofreu foram minhas mãos e pulsos, que não paravam de se apertar ou contorcer.
A chuva não parava, e o gramado parecia ser um pântano. No segundo tempo, o atacante Leonardo (lembra dele?) saiu do banco para deixar o time carioca mais uma vez na frente do placar. Mas o filme do primeiro tempo se repetiu: depois de mais um lance de azar da zaga rubronegra, o time da casa deixou tudo igual. A partida iria acabar em 2 X 2. Muito deste empate se deve ao goleiro Michel Alves, que fez uma das melhores partidas de sua carreira.
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Amanda Kestelman
